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terça-feira, 28 de junho de 2011


A memória conserva tua lembrança. Teus olhos me fugiam, enquanto que os meus procuravam por eles, sem entender. Tua boca na minha. Dado momento, tuas retinas me deram chance e eu disse "Fica!"... Foi então que você me viu. Mas foi só eu partir para que seus olhos fechassem de novo e de novo e de novo... até nunca mais me verem. E eu? Adeus.

Daline Gerber

sexta-feira, 24 de junho de 2011

terça-feira, 21 de junho de 2011


Este poema é antigo, mas sempre sempre em vigor dentro de mim:

Não sei quando

(Daline Rodrigues Gerber)

Um dia alguém vai me amar...
Quando eu estiver triste
Quando eu estiver feliz
Um dia alguém aparecerá para me buscar
No fim de um dia tolo e cansativo
E pegará em minha mão e perguntará:
“Casa comigo?”
Essas besteiras tão verdadeiras que fazem
Da vida mais colorida...
E vamos brigar e vamos nos reconciliar
Um dia eu vou ser tão velha e feia
Que ele dirá:
“Meu amor, como você é linda!”
E dirá à sogra ranzinza:
“Só te aturo, porque amo sua filha”...
E, então, quando eu morrer...
No canto dos meus lábios haverá um sorriso,
Porque a ultima coisa que vi
Foi uma e duas pessoas e ele dizendo:
“Querida?”

segunda-feira, 20 de junho de 2011


No ônibus, voltando pra casa, o telefone toca. "Olha no bolso do seu casaco, vê se tem um papel dentro". "Papel?". Do lado esquerdo nada. Do lado direito... "Ih! Tem um papel sim". [19/06/2011 (conteúdo confidencial)] "Óóóóun! eu senti o mesmo". "Se cuida, mocinha!". "Tá bem, você também... ".

Daline Gerber

sexta-feira, 17 de junho de 2011


Amanhã posso não estar mais aqui. Estranho isso. Eu não entendo esse mundo. Meu coração dispara. Mantenho-o aberto... enterneço-me.

Daline Gerber

quarta-feira, 15 de junho de 2011


É uma gruta iluminada. Vem devagar! Precisa saber olhar. Precisa querer enxergar. Um dia após o outro, intensa e imensamente. A grande emoção você sente é na caminhada.

Daline Gerber

terça-feira, 14 de junho de 2011


Há uma cor dentre as outras que você não sabe dizer o nome. Uma nota músical, um número decimal. E palavras que não dizem. Mas tudo diz com voz ou tom, com silêncio. Tanta coisa sem sentido... Essa vida de nervos e segredos, de gritos engolidos. Murros na calmaria. Um desassossego. Essa pessoa aqui que fala sou eu, com silêncios vagos repentinos, atenta a tudo, respeitosa, observo a severidade, a aspereza com que as pessoas se movem e se tratam. Indelicadas. Não quero isso pra mim. Me respeite por ser delicada. Me respeite porque eu respeito. No meu peito pulsa um coração para te amar tão somente, como amigo, como gente, mas te posso ser indiferente, deixar de ser quente. Sou, sim, uma pessoa de virtudes, verdadeira o quanto posso... me descobrindo ainda, para sempre

Daline Gerber