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sábado, 23 de julho de 2011


Que todos os obtáculos estejam fora de mim para que eu possa transpassá-los, pois se estiverem dentro... como farei para transpô-los?;

Que toda paz venha de mim e reflita no meu mundo para que eu possa viver com alegria;

Que eu não deseje mais do que eu posso ter para que eu não me desespere;

Que eu agradeça o que eu tenho e que eu cuide do que é mais importante para mim;

Que eu seja clara, como minhas companhias para que não criemos falsas expectativas sobre o que está ao nosso alcance construir juntos.

Daline Gerber

quinta-feira, 21 de julho de 2011



Trevo.
Um dois três...
Quatro folhas!
Com os olhos vejo...
É um ser lindo
em que pouso gotas
E velejo.
Posso vê-la mostrando-o para mim,
com os olhos de rubi dizendo:
- É seu o meu desejo.
Ah, meu amor, vem!
Me dá teu beijo!

Daline Gerber

terça-feira, 19 de julho de 2011


Sorri. Adoro quando o riso é muito e faz som de "meu mundo é alegre". Imenso! Me alegra. E chego bem perto para ver, bem perto para sentir, bem perto para entrar e descobrir que tem mais riso nos seus olhos, no seu nariz, na sua orelha, na sua pele, na sua língua que enrosca na minha... e me penetra: todos os meus poros agradecem. Onde quer que eu vá, sou a casa de um grande sentimento, uma casa segura, quente, viva, comprometida. Sim. Quero me casar com você.

Daline Gerber

segunda-feira, 18 de julho de 2011



Não tenho muito a falar. Meus olhos tocaram o seu todo e deixaram em suas mãos pequenas vozes invisíveis que contam um pouco de mim em sussurros. Ouça! É o que tenho. Só. Um dia de cada vez. Te amando perdidamente.

Daline Gerber

quinta-feira, 14 de julho de 2011


Mais um dia. A construção de uma vida: passo a passo. E as coisas vão mudando em sua forma e conteúdo. Me abraça, meu amor. Sinto sua falta. Dormi pensando em você, como prometido. E acordei, me organizei... tenho amigos aqui desse lado, pessoas a quem amo e respeito. Mas é bom quando você está, é melhor. Acredito no amor, em todos os tipos de amor. A sociedade, o mundo pode melhorar, se entender definitivamente que o amor não é romântico, mas real, é respeitoso, é humano, sabe se contar com palavras, quer compreender... estou com saudade. Não vou te esquecer, nem pense nisso, meu amor. Eu não quero mais errar. Quero ficar velhinha a seu lado. É a hora errada e certa... a imperfeição me traz ternura... Te levo comigo.


Daline Gerber

quarta-feira, 13 de julho de 2011


Oferece-me um olhar tácito.

Enquanto eu explano sobre fatos da vida de modo entusiasmado e expansivo, seus olhos permanecem atentos e contidos.

Discorda de mim e eu contra-argumento.

Estou sempre pronta para questionar. Quero mudar as coisas. Começo por mim.

Minha agitação... perene... camufla minha alma tão clara de sol. Tenho em mim uma grande tempestade, e um furacão que sabe onde mora e por onde passeia. Se reconhece no dentro daqueles olhos tácitos, vem de lá e daqui. Compartilhamos convicções. Eu quero a prática.

Eles não são tão tácitos, os olhos. Mas é perigoso ouvir o não-dito. É coisa de criança imaginativa... Eu ouço... Eu vejo... Eles me abraçam.

Muitas intempéries eu vivi.

Acho que ela gosta de mim. Penso que reflita muito sobre isso enquanto respira profundamente e desvia os olhos... pensa nisso... sobre o tempo, sobre a verdade, sobre a vida com amor... sobre como saber se é amor... ela pensa. Eu penso.

Tão ponderada. Sabe o que fazer com suas mãos, enquanto conversa. Reflete. Mantem o horizonte à vista. Sabe a hora de ficar e de ir embora. Não extrapola. Eu extrapolo. Extrapolaria, não fosse ela me segurar.

E tenho transbordado, imponderada, me lanço inteira e me esfacelo. Ela me pede cuidado... que eu não me precipite nem com ela... e, assim, cuida do meu precipício... que ele esteja distante de mim.

Oferece-me um olhar tácito.

"Vem cá!"

Me encaixou em seus braços, depois de confidências pueris, frágeis, turbulentas.

"Você precisa de paz. A vida não é só isso".

E eu, abraçada tanto a abraço, com calma de mar e paz de imensidão... grande, grande... pequena.


Daline Gerber

segunda-feira, 11 de julho de 2011


Perto da escola tinha um brejo... nele alguns trevos de quatro folhas apontavam para a rua no caminho de casa. Uniformizados, íamos nós, eu e meus colegas da escola, catar essas plantinhas preciosas. Desde cedo aprendi que dão sorte. Engraçado criança querer ter sorte! Eu queria. Achar dinheiro no chão e poder comprar biscoito sem culpa, sem ter sido roubo e sim sorte! Era uma maravilha. O tempo passou e o brejo foi aterrado. Trevo ficou tão difícil de achar. Assim como as borboletas que eu sempre via no caminho de casa e da escola. Hoje estou tão infantil. Gosto de sentir ar puro, esse ar.... puro mesmo. É que recebi um presente inusitado, bonito, criança... da minha namorada (feliz!), um pequeno vaso com... trevos! Trevos de quatro folhas! Eu contei. Um, dois, três, quatro. Ela disse pra eu cuidar, como quem cuida de um sentimento, do amor, do nosso amor que rima tão bem com sorte... e que sempre vai rimar. Vou cuidar, meu bem! Estou cuidando.


Daline Gerber